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Quando uma pessoa nasce surda em que lingua ela pensa?

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Alunos surdos sem apoio por erro em concurso

Dezenas de técnicos especializados foram excluídos da colocação

00h32m

Dora Mota
foto josé carmo/global imagens
Alunos surdos sem apoio por erro em concurso

Cerca de cem alunos surdos das escolas de referência em Porto e Gaia estão sem apoio de intérpretes nas aulas, assim como de formadores e terapeutas da fala. Os técnicos estão a ser excluídos, às dezenas, da colocação por mudanças no concurso sem aviso prévio.

O concurso abriu a 13 de Setembro e ainda não há técnicos especialistas em educação de surdos a trabalhar. Isso faz com que as crianças e adolescentes com aquela deficiência, do jardim de infância até ao 12º ano, estejam nas aulas ou na escola sem perceber o professor e outras pessoas que não falam linguagem gestual. Ou então, no caso das crianças do pré-escolar, que não estejam  a ser devidamente acompanhadas.

Em todos os ciclos de ensino, não está a haver aulas de Linguagem Gestual Portuguesa, que consta do horário, nem terapia da fala. E os professores também se queixam das dificuldades de ensinar alunos surdos sem intérprete. O problema é que a exclusão de candidatos ocorreu em massa e só no Porto.

Até ao momento, os técnicos calculam que dezenas de candidatos tenham sido excluídos por ter sido entendido que prestaram “falsas declarações” sobre o  tempo de serviço. Em escolas de outras localidades, como Braga ou Santa Maria da Feira, a colocação está a decorrer sem problemas, referem.

“A escola alterou a interpretação sem avisar os candidatos”, relatou Catarina Magalhães, intérprete, excluída do concurso deste ano.

O erro aconteceu na resposta sobre a indicação do tempo de serviço, que foi pedido em anos. Os candidatos, como habitualmente, escreveram o número de anos lectivos que trabalharam, por ser essa a regra dos concursos anteriores. Mas, segundo lhe explicou o agrupamento quando os excluiu, deviam ter colocado o número de anos de trabalho, contados ao mês.

A situação coincidiu com a centralização do concurso para as escolas do Porto no Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade, em Paranhos. Ontem à tarde, vários daqueles profissionais, alunos surdos, professores, pais e até estudantes universitários que beneficiaram daquele apoio participaram num protesto diante da escola EB2/3 de Paranhos. Todos os técnicos que os acompanharam no passado ficaram, este ano, excluídos do concurso.

Dos 35 que trabalhavam nos seis agrupamentos de referência para estudantes surdos, apenas três ficaram colocados, em Paranhos. O JN tentou, ontem e anteontem, falar com a directora do Agrupamento responsável pelo concurso, sem êxito, tendo sido explicado que não se encontrava na escola e que só voltará segunda-feira.

Os mais de 30 técnicos especialistas contrataram apoio jurídico para contestar a exclusão. Apontam várias irregularidades à selecção, acusando o Agrupamento de Paranhos de ignorar os critérios definidos pelo Ministério da Educação, como a valorização da continuidade pedagógica.

A Direcção Regional de Educação do Norte, através do seu porta-voz, disse ao JN que “o concurso é da escola e ela tem autonomia para o fazer”. “A informação que temos da escola é de que foram detectadas ilegalidades no concurso e por isso candidatos foram excluídos”, referiu.

JORNAL DE NOTÍCIAS

Actividades do final do ano lectivo

A turma do 5º G da EBI de Arrifes realizou várias actividades com o objectivo de realizar várias visitas de estudo no final do ano lectivo. Foram realizadas as seguintes actividades: o dia do chá, o dia do chocolate quente e o dia da fruta. Com a angariação dessa verba a turma conseguiu realizar várias actividades que estão compiladas no seguinte vídeo. O objectivo das actividades era a integração de todos os alunos (com e sem NEE) na comunidade escolar e foi totalmente atingido.

António Rosa- Experiência vida surda parte II

Consegui o meu primeiro emprego numa cooperativa agrícola de lacticínios. Era um local próximo de casa e como não tinha transporte próprio pareceu-me ser uma boa oportunidade.
Nos quatro meses em que trabalhei na Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial, no período de 11/04/1999 a 11/07/1999, adquiri experiência e conhecimentos sobre o tratamento do leite, a produção do queijo e manteiga, bem como a forma de organização e distribuição dos referidos produtos.
Diariamente, ia buscar queijos frescos, às câmaras de frio da fábrica, para serem levados para distribuição. Ajudava os colegas a armazenar os queijos nos caixotes e nos contentores que iam ser enviados para outras ilhas (Açores) e também para o Continente.
Este trabalho era feito da Segunda até Sexta, das 08:30 – 12:00 e 14:00 até às 18:00.
Todas as Quintas-feiras, trabalhava com os meus colegas, a descarregar sacas de ração para os Armazéns da Fábrica, que depois eram vendidos aos agricultores e produtores de animais (porcos, galinhas, vacas).
Aos Sábados, das 08:30 até 13:00, laborava directamente na produção do queijo. Começava por escorrer o soro da massa que forma o queijo. Posteriormente essa massa era colocada nas formas e prensada. Algumas horas depois, saiam da prensa e iam para as câmaras de frio, onde ficavam a corar em tábuas próprias.
Durante o meu trabalho tinha de ter sempre muito cuidado com a água por causa da prótese auditiva. Quase todo o trabalho era feito com contacto com água, como é normal na laboração dos lacticínios. Por outro lado também era impossível trabalhar sem a prótese, pois não conseguiria ouvir os colegas que trabalhavam comigo.
Considero que na minha primeira experiência de trabalho, as relações pessoais que estabeleci com os chefes e engenheiros foi muito boa. Relativamente aos colegas de trabalho, desenvolvi muitos conhecimentos e amizades, que ainda perduram..
Numa apreciação geral considero que foi satisfatório trabalhar na Cooperativa, por todos os conhecimentos que adquiri, nesta área, pela experiência profissional que me proporcionou e também por estar a trabalhar próximo da minha residência.

Ao fim de algum tempo, cerca de quatro meses, surgiu a oportunidade de concorrer, num concurso Externo da Secretária Regional da Agricultura e Florestas, na delegação Serviço Florestal do Faial, para a categoria de operário rural.
Fui seleccionado para o cargo e trabalhei no Serviço Florestal do Faial, como Operário Rural, no período de 05/07/1999 a 08/11/2000. Nos dois anos em que trabalhei como Operário Rural, estive a desempenhar funções de Auxiliar Administrativo no Serviço Florestal do Faial.
• Arquivar os Diários da República e Jornais Oficiais no Arquivo do SFF;
• Manter o Arquivo limpo e organizado;
• Organizar o Livro do Ponto dos Funcionários do SFF;
• Tirar fotocópias;
• Seleccionar, encaminhar, entregar a correspondência do dia;
• Tratar dos pagamentos e depósitos dos serviços;
• Entregar documentos importantes e confidenciais / correspondência, entre os serviços e a Secretária Regional da Agricultura e Florestas e a Contabilidade;
• Assegurar o contacto entre os serviços através da recepção e entrega de expediente e encomendas oficiais;
• Efectuar arrumações e limpezas;
• Fazer recados e tarefas indispensáveis ao funcionamento dos serviços;
• Atender os utentes do serviço, prestando-lhes informações necessárias.
• Inventariar o material do Serviço.

Ao fim de dois anos, concorri para um concurso Externo de Ingresso para Auxiliar Administrativo da Secretária Regional da Agricultura e Florestas, na delegação Serviço Florestal do Faial. Fiquei apto no concurso e continuei a desempenhar as funções já referidas.
Adquiri novos conhecimentos sobre a Caça, a organização dos Processos de Caçadores, dos Perímetros Florestais, do Processamento do Gado dos Agricultores nas passagens baldias do SFF.
No meu trabalho costumo trabalhar diariamente o Sistema Gestão Correspondência (SGC) que é uma forma de comunicação entre os serviços operativos da Direcção Regional dos Recursos Florestais da Secretária Regional da Agricultura e Florestas e outras entidades.

Para ler a parte I clique:

https://ouveosilencio.wordpress.com/2010/05/31/antonio-rosa-a-minha-experiencia-da-vida-surda/

Dia de Portugal

Visite: http://profsurdogoulao.blogspot.com/

“OLÁ SOU FRANCISCO GOULÃO SOU SURDO E PROFESSOR DE SURDOS ESTAMOS NUM PAÍS IGNORADO QUE NÃO CONHECE O MUNDO DOS SURDOS.VIVA A ESCOLA ESPECIAL E EXCLUSIVA PARA AS CRIANÇAS SURDAS E ABAIXO A ESCOLA INCLUSIVA.RESPEITAR O ESTADO,A NAÇÃO,A PÁTRIA,O PORTUGAL E AS CRIANÇAS SURDAS.A POLÍTICA NÃO RESOLVER NADA E DEVE SER BANIDA.OS POLÍTICOS MENTEM E NÃO CUMPREM NADA.A DEMOCRACIA NÃO SE PODE GOVERNAR CONTRA AS PESSOAS.RESPEITAR A CONSTITUIÇÃO E OS DEFICIENTES.VIVA A COMUNIDADE SURDA” (Professor Francisco Goulão)