António Rosa- Experiência vida surda parte II

Consegui o meu primeiro emprego numa cooperativa agrícola de lacticínios. Era um local próximo de casa e como não tinha transporte próprio pareceu-me ser uma boa oportunidade.
Nos quatro meses em que trabalhei na Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial, no período de 11/04/1999 a 11/07/1999, adquiri experiência e conhecimentos sobre o tratamento do leite, a produção do queijo e manteiga, bem como a forma de organização e distribuição dos referidos produtos.
Diariamente, ia buscar queijos frescos, às câmaras de frio da fábrica, para serem levados para distribuição. Ajudava os colegas a armazenar os queijos nos caixotes e nos contentores que iam ser enviados para outras ilhas (Açores) e também para o Continente.
Este trabalho era feito da Segunda até Sexta, das 08:30 – 12:00 e 14:00 até às 18:00.
Todas as Quintas-feiras, trabalhava com os meus colegas, a descarregar sacas de ração para os Armazéns da Fábrica, que depois eram vendidos aos agricultores e produtores de animais (porcos, galinhas, vacas).
Aos Sábados, das 08:30 até 13:00, laborava directamente na produção do queijo. Começava por escorrer o soro da massa que forma o queijo. Posteriormente essa massa era colocada nas formas e prensada. Algumas horas depois, saiam da prensa e iam para as câmaras de frio, onde ficavam a corar em tábuas próprias.
Durante o meu trabalho tinha de ter sempre muito cuidado com a água por causa da prótese auditiva. Quase todo o trabalho era feito com contacto com água, como é normal na laboração dos lacticínios. Por outro lado também era impossível trabalhar sem a prótese, pois não conseguiria ouvir os colegas que trabalhavam comigo.
Considero que na minha primeira experiência de trabalho, as relações pessoais que estabeleci com os chefes e engenheiros foi muito boa. Relativamente aos colegas de trabalho, desenvolvi muitos conhecimentos e amizades, que ainda perduram..
Numa apreciação geral considero que foi satisfatório trabalhar na Cooperativa, por todos os conhecimentos que adquiri, nesta área, pela experiência profissional que me proporcionou e também por estar a trabalhar próximo da minha residência.

Ao fim de algum tempo, cerca de quatro meses, surgiu a oportunidade de concorrer, num concurso Externo da Secretária Regional da Agricultura e Florestas, na delegação Serviço Florestal do Faial, para a categoria de operário rural.
Fui seleccionado para o cargo e trabalhei no Serviço Florestal do Faial, como Operário Rural, no período de 05/07/1999 a 08/11/2000. Nos dois anos em que trabalhei como Operário Rural, estive a desempenhar funções de Auxiliar Administrativo no Serviço Florestal do Faial.
• Arquivar os Diários da República e Jornais Oficiais no Arquivo do SFF;
• Manter o Arquivo limpo e organizado;
• Organizar o Livro do Ponto dos Funcionários do SFF;
• Tirar fotocópias;
• Seleccionar, encaminhar, entregar a correspondência do dia;
• Tratar dos pagamentos e depósitos dos serviços;
• Entregar documentos importantes e confidenciais / correspondência, entre os serviços e a Secretária Regional da Agricultura e Florestas e a Contabilidade;
• Assegurar o contacto entre os serviços através da recepção e entrega de expediente e encomendas oficiais;
• Efectuar arrumações e limpezas;
• Fazer recados e tarefas indispensáveis ao funcionamento dos serviços;
• Atender os utentes do serviço, prestando-lhes informações necessárias.
• Inventariar o material do Serviço.

Ao fim de dois anos, concorri para um concurso Externo de Ingresso para Auxiliar Administrativo da Secretária Regional da Agricultura e Florestas, na delegação Serviço Florestal do Faial. Fiquei apto no concurso e continuei a desempenhar as funções já referidas.
Adquiri novos conhecimentos sobre a Caça, a organização dos Processos de Caçadores, dos Perímetros Florestais, do Processamento do Gado dos Agricultores nas passagens baldias do SFF.
No meu trabalho costumo trabalhar diariamente o Sistema Gestão Correspondência (SGC) que é uma forma de comunicação entre os serviços operativos da Direcção Regional dos Recursos Florestais da Secretária Regional da Agricultura e Florestas e outras entidades.

Para ler a parte I clique:

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Dia de Portugal

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“OLÁ SOU FRANCISCO GOULÃO SOU SURDO E PROFESSOR DE SURDOS ESTAMOS NUM PAÍS IGNORADO QUE NÃO CONHECE O MUNDO DOS SURDOS.VIVA A ESCOLA ESPECIAL E EXCLUSIVA PARA AS CRIANÇAS SURDAS E ABAIXO A ESCOLA INCLUSIVA.RESPEITAR O ESTADO,A NAÇÃO,A PÁTRIA,O PORTUGAL E AS CRIANÇAS SURDAS.A POLÍTICA NÃO RESOLVER NADA E DEVE SER BANIDA.OS POLÍTICOS MENTEM E NÃO CUMPREM NADA.A DEMOCRACIA NÃO SE PODE GOVERNAR CONTRA AS PESSOAS.RESPEITAR A CONSTITUIÇÃO E OS DEFICIENTES.VIVA A COMUNIDADE SURDA” (Professor Francisco Goulão)